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Perseguição às Testemunhas de Jeová na Rússia completa oito anos

Repressão religiosa intensifica-se sob regime de Vladimir Putin

Perseguição às Testemunhas de Jeová na Rússia completa oito anos
Foto: Reprodução

Histórico da proscrição

Em abril de 2017, a Suprema Corte da Rússia, sob influência do presidente Vladimir Putin e com o apoio da Igreja Ortodoxa Russa, classificou as Testemunhas de Jeová como uma organização extremista, resultando na proibição de suas atividades em todo o território russo. Essa decisão arbitrária levou ao fechamento de locais de culto e ao confisco de propriedades pertencentes ao grupo religioso.

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Ações repressivas e violações de direitos humanos

Desde a proscrição, as autoridades russas têm intensificado a perseguição às Testemunhas de Jeová. Relatos indicam que membros do grupo foram submetidos a torturas, prisões arbitrárias e espancamentos simplesmente por praticarem sua fé, participarem de reuniões religiosas ou possuírem literatura bíblica. Nem mulheres, idosos ou adolescentes foram poupados dessa repressão estatal.

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Casos emblemáticos e condenações recentes

Em março de 2024, um tribunal na região de Irkutsk condenou nove homens, incluindo um idoso de 72 anos, a penas de até sete anos de prisão sob acusações de extremismo, apenas por participarem de atividades religiosas pacíficas.

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Até junho de 2023, aproximadamente 800 Testemunhas de Jeová enfrentavam processos criminais na Rússia devido à sua fé, com mais de 128 indivíduos cumprindo penas de prisão.

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Condenação internacional e apelos por liberdade religiosa

A comunidade internacional tem condenado veementemente as ações do governo russo. Em junho de 2022, a Corte Europeia dos Direitos Humanos declarou ilegal a proibição das atividades das Testemunhas de Jeová na Rússia, ordenando a libertação dos presos e a devolução das propriedades confiscadas. No entanto, o regime de Putin continua a ignorar essas determinações, perpetuando um ambiente de repressão e violação dos direitos humanos fundamentais. 

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Conclusão

Oito anos após a proscrição, as Testemunhas de Jeová na Rússia permanecem sem perspectivas de liberdade religiosa. A postura autoritária de Vladimir Putin e a conivência das instituições estatais refletem um desrespeito flagrante aos direitos humanos, exigindo uma resposta firme da comunidade internacional em defesa da liberdade de crença e expressão.


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