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Quem criou os signos do Zodíaco?

A origem dos signos do Zodíaco e sua relação com mitos, constelações e crenças da antiguidade

Quem criou os signos do Zodíaco?
(Foto: Indicatu)

O significado e a origem da palavra Zodíaco

A palavra "Zodíaco" vem do grego "zōidiakòs kýklos" (ζῳδιακὸς κύκλος), que significa "círculo dos animais". Esse nome surgiu porque a maioria das constelações associadas aos signos tem a forma de animais ou figuras mitológicas. O termo "zōidion" (ζῴδιον) significa "pequena criatura" ou "figura viva", referindo-se aos desenhos que os antigos viam no céu.

Os babilônios foram os primeiros a dividir essa faixa celeste em 12 partes e associá-las a diferentes figuras. Depois, os gregos adotaram o conceito e deram nomes mitológicos às constelações.

A origem dos signos do Zodíaco

Os signos do Zodíaco surgiram na antiga Babilônia, por volta do século V a.C. Os babilônios observaram que o Sol, a Lua e os planetas se moviam ao longo de uma faixa específica do céu, chamada eclíptica. Para organizar seus calendários e previsões, dividiram essa faixa em 12 partes iguais, cada uma associada a uma constelação. Assim, surgiram os signos zodiacais.

Os babilônios usavam essa divisão principalmente para medir o tempo e prever eventos astronômicos, como eclipses. Eles também acreditavam que os astros tinham influência sobre os deuses e o destino das pessoas. No entanto, essa astrologia primitiva não era como a que conhecemos hoje – ela estava mais ligada à realeza e a grandes acontecimentos do reino do que às características individuais das pessoas.

A influência grega e os mitos dos signos

Os gregos herdaram esse conhecimento e o adaptaram à sua mitologia. Eles deram nomes aos signos com base em suas lendas e deuses, associando-os a figuras mitológicas. Muitos dos signos receberam nomes de animais ou personagens míticos, pois os gregos enxergavam essas formas nas constelações.

Foi na Grécia Antiga que a astrologia começou a ganhar um caráter mais pessoal, sendo usada para interpretar traços de personalidade e prever o destino individual. O astrônomo e astrólogo Cláudio Ptolomeu (século II d.C.) foi um dos principais responsáveis por organizar e disseminar essas ideias, que influenciaram a astrologia até os dias de hoje.

A relação entre signos e constelações

Cada signo foi vinculado a uma constelação e a uma história mitológica:

  • Áries – O carneiro dourado do mito de Jasão e os Argonautas.
  • Touro – O touro em que Zeus se transformou para raptar Europa.
  • Gêmeos – Os irmãos Castor e Pólux, símbolos da amizade e do heroísmo.
  • Câncer – O caranguejo enviado por Hera para atrapalhar Hércules.
  • Leão – O Leão de Neméia, derrotado por Hércules em seus 12 trabalhos.
  • Virgem – Associada a Astreia, deusa da justiça e pureza.
  • Libra – Representa a balança da deusa Têmis, símbolo do equilíbrio.
  • Escorpião – O escorpião que matou Órion, o caçador.
  • Sagitário – Ligado ao centauro Quíron, mestre de heróis.
  • Capricórnio – Relacionado ao deus Pã, que se transformou em meio peixe.
  • Aquário – O jovem Ganimedes, levado ao Olimpo por Zeus para servir os deuses.
  • Peixes – Afrodite e Eros transformados em peixes para fugir de um monstro.

Os signos e a influência romana

Com a expansão do Império Romano, a astrologia foi adotada e misturada com suas próprias crenças. Os romanos mantiveram os signos zodiacais, mas deram a eles os nomes latinos que usamos até hoje. Eles também incorporaram a astrologia ao seu sistema de crenças, tornando-a mais acessível à população comum.

Foi nessa época que os horóscopos começaram a se popularizar. Os astrólogos passaram a fazer previsões personalizadas baseadas na posição dos planetas no momento do nascimento das pessoas. Essa prática foi se espalhando e se transformou no que conhecemos hoje como astrologia ocidental.

Os signos são apenas criações humanas

Apesar da popularidade da astrologia, não há nenhuma comprovação científica de que os signos influenciem a vida das pessoas. As constelações são apenas agrupamentos de estrelas sem relação real com nosso destino. A divisão zodiacal e as características atribuídas a cada signo são invenções humanas, baseadas em crenças antigas e na necessidade de dar sentido ao desconhecido.

O universo foi criado por Deus com uma ordem perfeita, mas os signos são apenas tentativas equivocadas do homem de interpretar os astros. Eles não passam de achismos, divisões arbitrárias e conclusões sem fundamento sobre as estrelas.


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