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A origem da cocaína: da folha de coca ao pó branco que mudou a história

A cocaína surgiu a partir da folha de coca e evoluiu para um pó altamente viciante; veja sua história e efeitos

A origem da cocaína: da folha de coca ao pó branco que mudou a história
Foto: Indicatu

A origem da cocaína

A cocaína tem uma história que remonta a milhares de anos, desde seu uso pelas civilizações indígenas da América do Sul até sua transformação em uma droga altamente viciante. Extraída da folha de coca, a substância passou por avanços científicos no século XIX e se popularizou no século XX, tornando-se um problema de saúde pública global.

A descoberta da cocaína

A folha de coca era utilizada há mais de 3.000 anos por povos indígenas dos Andes, como os incas, que mastigavam as folhas para aumentar a energia e reduzir a fadiga. No entanto, a cocaína em sua forma pura só foi isolada em 1859 pelo químico alemão Albert Niemann, que conseguiu extrair o alcaloide ativo da planta.

Durante o final do século XIX, médicos começaram a estudar seus efeitos. Sigmund Freud recomendou a cocaína como tratamento para depressão, e o oftalmologista Carl Koller descobriu que ela funcionava como um anestésico local eficaz. A substância chegou a ser adicionada em produtos populares, como a Coca-Cola (1886), mas foi retirada da fórmula em 1904.

A evolução para a cocaína em pó

Com o avanço da química, a cocaína passou a ser refinada e transformada em um pó branco altamente puro. Empresas farmacêuticas como a Merck desenvolveram métodos mais eficientes de purificação. Nas décadas de 1920 e 1930, a droga se popularizou entre a elite e artistas, até que seus efeitos negativos foram reconhecidos, levando à sua proibição em diversos países.

No final do século XX, traficantes sul-americanos aprimoraram a produção da cocaína ilegal, utilizando solventes como éter, acetona e querosene, tornando a droga mais potente e viciante. Cartéis da Colômbia, Peru e Bolívia dominaram o tráfico internacional, espalhando a droga pelo mundo.

Os efeitos da cocaína no corpo humano

A cocaína é um estimulante poderoso do sistema nervoso central, provocando euforia intensa e energia momentânea, mas também trazendo riscos graves para a saúde.

Efeitos imediatos (curto prazo)

  • Euforia intensa e sensação de poder.

  • Aumento da energia e da atenção.

  • Redução da fome e do sono.

  • Aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Por outro lado, também pode causar:

  • Ansiedade, irritabilidade e paranoia.

  • Suor excessivo, tremores e dilatação das pupilas.

  • Risco de ataque cardíaco e dores no peito.

Efeitos a médio e longo prazo

  • Dependência química severa, com alteração dos circuitos cerebrais de prazer.

  • Problemas cardíacos, incluindo risco elevado de infartos e hipertensão.

  • Danos cerebrais, causando perda de memória, dificuldade de concentração e depressão.

  • Lesões no nariz e nos pulmões, como destruição do septo nasal e doenças respiratórias.

  • Alucinações e paranoia, podendo levar a surtos psicóticos.

Riscos fatais

  • Overdose, que pode causar convulsões, infarto e AVC.

  • Parada respiratória devido ao colapso do sistema nervoso central.

Conclusão

A cocaína evoluiu de uma substância usada em rituais indígenas para um problema global de saúde pública. Apesar de seu efeito inicial estimulante, seus danos ao organismo são severos, podendo levar à dependência química e à morte. Seu consumo tem impacto não apenas individual, mas também social, alimentando o tráfico e a violência em diversas partes do mundo.


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