Sim, a bíblia fala de uma relação prostituída da mídia com os governos e o judiciário, mas não de forma explícita. Na época em que a bíblia ainda estava sendo escrita não havia a mídia como a conhecemos hoje. O papel era raro e nem sempre existiu ao longo das eras de construção do registro sagrado. Aliás, ele só é mencionado uma única vez na bíblia em 2 João 12, mas mesmo assim era muito difícil de confeccionar. TV, Rádio e Internet, nem pensar. Trabalhos de impressão gráfica para a produção de conteúdo em massa pode até ter existido, mas só na imaginação de alguns escribas da época. De modo que a informação era conteúdo raro e, por isso, caro naquela época; quando se divulgava algo do governo, o filtro era rigoroso e sempre favorecia os reis, nunca o contrário.
O controle da informação era forte e a sociedade sempre saía no prejuízo, como é hoje, onde a imprensa é paga com o dinheiro público para omitir a verdade e, pior ainda, distorce-la para favorecer governos corruptos. Mas nada disso podia acontecer se a relação não fosse prostituída. Os reis (governantes) precisavam "informar" o povo. Não era muito complicado até certo ponto porque eles eram o executivo, o legislativo e o judiciário. Mas ainda faltava um quarto poder, e era aí que ocorria o meretrício entre os poderes.
O que a bíblia diz sobre a corrupção da mídia
Vamos ver o que a bíblia diz sobre a relação prostituída entre a mídia e os governos. Veja:
"Suas mãos são peritas em fazer o que é mau; O príncipe faz exigências, O juiz julga por suborno, O homem de destaque torna conhecido o que ele quer, E eles planejam isso juntos."
(Miqueias 7:3) - TNM 2015.
A denúncia do profeta Miquéias sobre a relação prostituída entre os poderes está bem clara nesse texto. Mas o homem peca em entender as coisas porque seus olhos foram manipulados para olhar apenas para o óbvio. À primeira vista, os personagens principais dessa narração são "o príncipe e o juiz". Até porque os atos deles são objeto de denúncia mesmo e estão bem escancarados. Mas nós queremos olhar para um certo personagem que aparece meio oculto nessa história - "o homem de destaque". Quem é ele e o que ele faz?
A mídia é o homem de destaque
No meio publicitário e jornalístico, a palavra "destaque" é muito preciosa. Por quê? Porque, via de regra, jornais, revistas, canais de TV, Rádio e outros meios de comunicação deveriam focar seus lucros apenas em publicidade privada. Empresas pagam caro para ter destaque em páginas de jornal e revista, programas de TV e Internet. Ter destaque nesses meios de comunicação significa aumento nas vendas e, consequentemente, altos lucros. É a direção desses órgãos de comunicação quem decide o que irá ao ar, por quais canais e com quais efeitos.
Mas os governos também precisam dos serviços de publicidade dos meios de comunicação para "informar" o público. Para isso, usa-se os canais de comunicação de massa e digitais. Porém, nenhuma informação pode ser passada ao povo sem antes passar pelo filtro do governo. A mídia publica o que ela quer, mas por um alto preço; alto mesmo. A mídia, ou imprensa, torna conhecido o que ela quer, mas não sem antes combinar com seus patrocinadores. O maior e pior deles é o governo. E como funciona? Miquéias diz:
"Suas mãos são peritas em fazer o que é mau; O príncipe faz exigências, O juiz julga por suborno, O homem de destaque torna conhecido o que ele quer, E eles planejam isso juntos."
(Miqueias 7:3) - TNM 2015.
Adaptando o texto para os dias atuais, o principe seria o executivo, o juiz seria a suprema corte e o homem de destaque é a própria mídia. O texto diz que esses quatro poderes estão unidos "para fazer o que é mau". E não só isso. Diz-se que eles são "peritos" em fazer o que é mau. A informação, por si só, tem poder, mas ela é ainda mais poderosa quando passada por canais "confiáveis" mediante a imagem e a voz de indivíduos que transmitem confiança. Por isso existe um filtro super-fino antes de toda e qualquer publicidade.
O papel dos poderes
Mas você pode se perguntar: "se o escândalo é tão escancarado assim, por que ninguém faz nada?" Porque o ser humano é massa de manobra e tende a acompanhar a multidão. Para que uma peça publicitária do governo seja divulgada nos meios de comunicação, o judiciário precisa aprovar, o dono do canal também precisa aprovar e eles planejam isso juntos. De modo que, se isso ou aquilo já foi ao ar é porque passou pelos filtros "confiáveis" e você "tem que aceitar". Do contrário, você é um negacionista, louco ou teórico da conspiração.
Existem mídias que falam a verdade?
Muito poucas, mas existem. Essas não fazem sucesso e muito menos são referência quando o assunto é confiança. Por quê? Porque nenhum meio de comunicação pode falar a verdade no governo do pai da mentira. O Diabo governa pela manipulação e escamoteação da verdade. Se ele deixar a verdade circular livremente, seu governo cai. De modo que, se algum canal de mídia quiser expor os fatos como eles são, este não terá sucesso e logo cairá. Atualmente, o Brasil vive sob um grande risco jurídico. E a própria mídia dominante trabalha para calar outros canais midiáticos que expõe a verdade para não perder sua audiência. Aciona-se o governo corrupto que, por sua vez, aciona o judiciário que, por sua vez, derruba o canal de informação.
Mas e você, confia nos canais de informação? É tudo o que sai na mídia que é mentira ou manipulado? Quase tudo. Há coisas que, para a mídia, não vale a pena manipular. Mas isso não quer dizer que não pode ser manipulado. Por exemplo, um homem mata um cachorro que mordeu e estava estrangulando sua filha. O Framing do jornal ou TV pode pintar o indivíduo como um "assassino de animais" ou como um herói que salvou a vida da filha de uma fera assassina. Então, se a mídia diz que o homem que protegeu a filha "é mau", você será tentado a acreditar, as autoridades irão no encalço dele e o judiciário o condenará por isso.
E então, você sente que dá para confiar nesses poderes?
Os novos "homens de destaque" do século XXI
A partir da segunda década do século XXI, o cenário da informação sofreu uma metamorfose: surgiram novos 'homens de destaque' na figura dos influenciadores digitais e, de forma mais invisível, dos algoritmos. No entanto, a essência do poder permanece a mesma descrita pelo profeta: o controle sobre o que se torna conhecido. Hoje, quem detém as chaves das plataformas não apenas filtra o conteúdo, mas manipula a relevância. Através de cálculos matemáticos opacos, o algoritmo decide qual informação será impulsionada ao topo e qual será sepultada no esquecimento, servindo, muitas vezes, aos mesmos patrocinadores e interesses que corromperam a mídia tradicional.
O Despertar da Massa de Manobra
A tríade de corrupção denunciada por Miquéias não ficou no passado; ela apenas se sofisticou. O príncipe, o juiz e o homem de destaque continuam planejando juntos, criando uma realidade paralela onde a mentira tem verniz de verdade e a justiça é uma mercadoria.
Diante desse cenário, a pergunta que resta não é se a mídia é confiável — pois os fatos e as Escrituras já nos deram a resposta —, mas sim o quanto nós estamos dispostos a sair da zona de conforto da 'multidão' para buscar a verdade que liberta. Em um mundo governado pela manipulação, discernir quem é o verdadeiro 'homem de destaque' em nossas telas é o primeiro passo para não ser apenas mais um número no planejamento daqueles que peritamente fazem o mal.